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Rodoviários protestam na Lapa e denunciam falta de estrutura e condições de trabalho

Data:
Da redação

Categoria relata falta de estrutura nos terminais e jornadas sem pausas adequadas

Rodoviários protestam na Lapa e denunciam falta de estrutura e condições de trabalho
Reprodução/Juliano Franca

Rodoviários realizaram um protesto na manhã desta terça-feira (24), na Estação da Lapa, em Salvador, denunciando a falta de estrutura e o descumprimento de direitos trabalhistas no sistema de transporte público.

Durante o ato, trabalhadores relataram a falta de pausas para necessidades básicas, como acesso a banheiros e alimentação ao longo da jornada, além de carga horária extensa e excesso de horas extras.

Em entrevista, o presidente do sindicato afirmou que o terminal da Lapa é um dos pontos mais críticos e que os problemas se estendem a outros locais da cidade, como o terminal de Pirajá. Segundo ele, mais da metade dos rodoviários enfrentam condições inadequadas.

“O terminal da Lapa é um dos piores em estrutura. A carga horária impede até as necessidades básicas”, disse.

A mobilização, segundo o sindicato, busca pressionar autoridades e empresas por melhorias nas condições de trabalho. De acordo com a categoria, os problemas não se restringem à Lapa e atingem outros terminais, que também apresentam estrutura precária.

Ainda assim, os rodoviários afirmam que o local concentra a situação mais crítica, o que motivou o início dos protestos. “Foi para chamar a atenção dos responsáveis. Os protestos continuarão até que isso seja resolvido”, afirmou o representante.

Segundo o sindicato, novas ações já estão previstas. Uma comissão foi formada e deve realizar fiscalizações nos terminais nos próximos dias. “No fim de semana, estaremos na Lapa. Os veículos que estiverem com excesso de horas extras serão recolhidos”, disse.

Apesar da insatisfação, não há previsão de greve. A categoria pretende manter protestos e ações de alerta nos próximos dias.

Além da estrutura, o trânsito também foi apontado como um problema. De acordo com os rodoviários, a falta de faixas exclusivas e os congestionamentos dificultam o cumprimento das viagens e impactam a saúde dos trabalhadores.

“A cidade não foi planejada para esse número de automóveis. Os ônibus disputam espaço nas vias, o que atrasa as viagens e afeta diretamente a saúde dos trabalhadores”, relatou o representante sindical.

Segundo o sindicato, uma visita recente ao terminal confirmou denúncias já recebidas pela entidade. “Chegamos com relatos sobre a estrutura e encontramos outros problemas relacionados à jornada de trabalho. A situação é caótica”, concluiu.

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