O trio elétrico passou a ser oficialmente reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador. O reconhecimento foi estabelecido pela Lei nº 9.948/2026, sancionada pelo prefeito Bruno Reis e publicada no Diário Oficial do Município na quinta-feira (5).
A legislação formaliza o reconhecimento de um dos principais símbolos culturais da capital baiana, fortemente ligado ao Carnaval de Salvador. Com a norma, o trio elétrico passa a integrar oficialmente o conjunto de bens culturais protegidos pela cidade.
De acordo com o texto, caberá à Fundação Gregório de Mattos adotar medidas para garantir o cumprimento da lei, incluindo ações de reconhecimento, preservação e valorização da tradição associada ao trio elétrico.
Apesar do reconhecimento oficial, a nova legislação não altera as regras de funcionamento do carnaval, nem a circulação dos trios ou a organização da festa. O objetivo principal é institucionalizar o trio elétrico como patrimônio cultural e reforçar sua relevância histórica para a identidade cultural soteropolitana.
Símbolo do carnaval da cidade, o trio elétrico surgiu na década de 1950, quando os músicos Dodô e Osmar Macedo adaptaram instrumentos elétricos em um veículo para tocar música pelas ruas, criando um formato que se tornaria marca registrada da folia baiana. Com o passar das décadas, a estrutura evoluiu e passou a integrar grandes desfiles e apresentações durante o carnaval.