O processo eleitoral da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA) sofreu uma reviravolta judicial nesta sexta-feira (24). A Justiça do Trabalho determinou a suspensão imediata da eleição para o quadriênio 2026-2030, cancelou o pleito marcado para o dia 29 de abril e afastou o atual presidente, Kelsor Fernandes, de suas funções na entidade.
A decisão atende a um pedido da Chapa 02, liderada pelo vice-presidente Allison Ferreira, que denunciou uma série de irregularidades e indícios de manipulação para favorecer a Chapa 01, encabeçada por Kelsor. De acordo com a ação, o atual presidente teria usado seu cargo para retardar o julgamento de impugnações contra si mesmo, abusando do poder de gestão do processo eleitoral.
Entre os pontos que pesaram para a suspensão, a Justiça identificou o descumprimento de prazos. Um julgamento que deveria ocorrer em cinco dias levou 18, em uma manobra que teria servido para excluir a chapa de oposição antes mesmo que as denúncias contra a situação fossem analisadas no mérito.
A decisão judicial aponta "possíveis vícios procedimentais e indícios de fraude", destacando que a legitimidade do processo ficou comprometida ao arquivar denúncias contra Kelsor sob o pretexto de que os denunciantes já não eram mais candidatos.
Kelsor Fernandes, que buscava a reeleição, permanecerá afastado até o julgamento definitivo do caso. A Fecomércio-BA agora vive um cenário de incerteza administrativa, com todo o calendário eleitoral paralisado. A decisão é passível de recurso, mas, até o momento, não há nova data para a escolha da diretoria que comandará a entidade nos próximos quatro anos.