O governo dos Estados Unidos anunciou que pretende transmitir ao vivo a execução do ex-major Nidal Malik Hasan, marcada para 3 de dezembro. A informação foi confirmada por um representante do Pentágono à agência France-Presse (AFP), após o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, anunciar a execução nesta quinta-feira (8).
A decisão provocou reação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Nesta sexta-feira (9), o órgão classificou a transmissão como uma forma de tratamento cruel, desumano e degradante e afirmou que a exibição ao vivo pode violar a proibição absoluta da tortura. O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, também condenou o plano e considerou repugnante a possibilidade de um governo executar alguém diante das câmeras.
Hasan será executado por um pelotão de fuzilamento na mesma base militar de Fort Hood, no Texas, onde matou 13 pessoas em 2009. Condenado à morte em 2013, ele atuava como psiquiatra do Exército americano e tinha a patente de major. Atualmente, está preso em Fort Leavenworth, no Kansas.
A ONU também alertou que a transmissão pode tornar a execução arbitrária e representar uma violação do direito à vida, conforme as garantias previstas no Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos. A manifestação amplia a pressão internacional sobre o governo americano diante da decisão de exibir o cumprimento da pena.
O Pentágono ainda não informou em qual plataforma a execução será transmitida. Segundo o jornal The Verge, YouTube, Meta, Twitch e X não esclareceram se permitiriam a exibição, enquanto o TikTok e a plataforma Kick afirmaram que o conteúdo infringiria suas diretrizes, ao violar regras contra imagens chocantes e gráficas.