A agência de notícias iraniana Fars informou que dois mísseis atingiram um navio de guerra dos Estados Unidos na região do Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (4). De acordo com a publicação, a embarcação teria sido atingida nas proximidades de Jask após ignorar avisos da Marinha do Irã sobre a delimitação de uma área sob domínio de Teerã. Fontes locais citadas pela agência afirmam que a fragata foi forçada a recuar e deixar o local após o impacto.
Pouco depois, a Marinha iraniana confirmou em rede estatal que impediu a entrada de navios americanos na região, mas não ratificou oficialmente que a embarcação tenha sido atingida. Paralelamente, um funcionário do governo de Teerã declarou à agência Reuters que o país disparou um "tiro de advertência", sem confirmar danos. Já a agência Tasnim citou fontes anônimas que afirmam que o Irã disparou contra os navios e está "preparado para qualquer cenário".
O Comando Central dos EUA (Centcom) negou categoricamente que qualquer navio da Marinha tenha sido alvo de ataque ou atingido por projéteis. Em nota oficial, o órgão afirmou que as forças americanas permanecem na região em apoio ao "Projeto Liberdade" e para garantir o cumprimento do bloqueio naval aos portos iranianos. Até o momento, não há registros confirmados de danos ou baixas por parte do governo dos EUA.
Em meio à escalada de tensão, os Emirados Árabes Unidos emitiram um comunicado informando que o Irã atacou um petroleiro da estatal ADNOC que transitava pelo Estreito de Ormuz. O governo emirático condenou a ação.