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NASA atinge novo recorde com missão Artemis II rumo à Lua

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Da redação

Tripulação ultrapassa=ou recorde da Apollo 13 e encarou um período de isolamento total ao passar pelo lado oculto da Lua.

NASA atinge novo recorde com missão Artemis II rumo à Lua
Divulgação/Nasa

A missão NASA Artemis II alcançou, na tarde desta segunda-feira (7), a maior distância já atingida por humanos no espaço. Por volta das 14h58 (horário de Brasília), a tripulação superou o recorde estabelecido pela Apollo 13, que havia chegado a cerca de 400 mil quilômetros da Terra.

Com a nova marca, os astronautas a bordo da cápsula Orion devem atingir aproximadamente 407 mil quilômetros de distância, em um momento considerado estratégico para o retorno dos Estados Unidos à Lua.

Após iniciar a fase final da missão, os quatro tripulantes entraram na esfera gravitacional lunar ainda na madrugada. Já no início da noite, começaram o sobrevoo do satélite natural, registrando imagens em tempo real.

https://x.com/NASA/status/2041317015474798693?s=20

Ao comentar o feito, o comandante Reid Wiseman destacou o simbolismo da missão. “Estamos honrando os feitos de quem veio antes e indo ainda mais longe no espaço antes de voltar para a Terra”, afirmou.

O ponto máximo da trajetória está previsto para ocorrer durante a passagem pelo lado oculto da Lua, a cerca de 4 mil milhas da superfície. Nesse momento, o satélite bloqueará temporariamente a comunicação com a Terra, interrompendo o contato com o centro de controle em Houston, nos Estados Unidos.

A perda de sinal, prevista para as 19h47 (horário de Brasília), é considerada uma das etapas mais sensíveis da missão. Durante esse período, a tripulação ficará completamente isolada, sem qualquer comunicação externa.

O piloto Victor Glover afirmou que o grupo pretende usar o intervalo para reflexão. Segundo ele, os astronautas planejam aproveitar o momento para orações e pensamentos positivos enquanto aguardam o restabelecimento do contato.

A situação remete a episódios históricos do programa Apollo. Na Apollo 11, o astronauta Michael Collins permaneceu sozinho no módulo de comando enquanto seus colegas estavam na superfície lunar. Durante a passagem pelo lado oculto, ele ficou incomunicável por cerca de 48 minutos, experiência que descreveu como um isolamento absoluto, embora marcado por tranquilidade.

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