Os preços globais dos alimentos permaneceram praticamente estáveis em maio, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (5) pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O Índice de Preços de Alimentos da entidade registrou 130,8 pontos no mês, uma leve queda de 0,2% em relação a abril, mantendo-se próximo do maior nível observado desde janeiro de 2023.
Segundo a FAO, o recuo foi impulsionado principalmente pela queda de 4,6% nos preços internacionais dos óleos vegetais. A redução foi influenciada pela desvalorização dos óleos de palma e soja, que compensou os aumentos registrados nos mercados de canola e girassol. Apesar da retração mensal, os preços do segmento continuam mais de 20% acima dos registrados há um ano.
Na direção oposta, os preços dos cereais avançaram mais de 2,6% em maio. O trigo registrou a quarta alta mensal consecutiva, impulsionado por perspectivas de menor oferta para exportação e pelo aumento dos custos de combustíveis e fertilizantes. O milho também teve valorização diante da maior demanda internacional e da redução de estoques em importantes países produtores.
O açúcar foi outro produto que apresentou alta significativa, com avanço de 7,5% no mês. De acordo com a FAO, o movimento reflete preocupações com um possível aperto na oferta global nos próximos meses. Ainda assim, os preços permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano passado.
Além do levantamento de preços, a agência revisou suas projeções para a produção mundial de cereais e prevê uma queda de cerca de 2% na safra 2026/2027. A expectativa é de redução na produção das principais culturas agrícolas, cenário que pode influenciar o comportamento dos mercados de alimentos ao longo dos próximos meses.