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Brasil toma decisão sobre embaixadora após EUA revogarem visto diplomático

Data:
Antonio Dilson Neto

Maria Luiza Viotti permanecerá em Washington após avaliação do Itamaraty e do Palácio do Planalto, que descartaram seu retorno ao Brasil neste momento.

Brasil toma decisão sobre embaixadora após EUA revogarem visto diplomático
Jefferson Rudy/Agência Senado

O governo brasileiro decidiu manter Maria Luiza Viotti à frente da Embaixada do Brasil em Washington, mesmo após o governo dos Estados Unidos cancelar o visto da diplomata. A avaliação do Itamaraty e do Palácio do Planalto é de que a embaixadora pode continuar desempenhando suas funções normalmente enquanto permanecer em território americano.

A decisão foi tomada depois de uma análise técnica conduzida pelo Ministério das Relações Exteriores em conjunto com o governo federal. Segundo integrantes do Planalto, um eventual retorno de Viotti ao Brasil poderia dificultar sua volta aos Estados Unidos, já que seria necessário solicitar uma nova autorização de entrada no país.

O Departamento de Estado americano informou que a revogação do visto foi motivada pela demora das autoridades brasileiras em conceder o agrément, autorização diplomática necessária para que Daniel Perez, indicado por Washington, assuma a embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

Apesar da medida, o governo americano esclareceu que a embaixadora brasileira não foi expulsa do país. De acordo com as autoridades dos EUA, ela poderá permanecer em Washington, embora esteja sem um visto válido.

Diante desse cenário, o governo brasileiro optou por evitar qualquer gesto que possa ser interpretado como uma escalada da tensão diplomática. A orientação, por enquanto, é manter a representação brasileira na capital americana e aguardar os próximos desdobramentos.

Os Estados Unidos também indicaram que a situação poderá ser revista caso o Brasil conceda a autorização diplomática para a nomeação do embaixador indicado por Washington.

Nos bastidores, integrantes do governo afirmam que novas respostas só serão avaliadas caso a administração americana adote medidas adicionais contra o Brasil. Até lá, a estratégia é preservar os canais diplomáticos e evitar o agravamento da crise entre os dois países.

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