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'Direito de espernear': professor da UFBA chama eleição de ‘teatro’ e formaliza impugnação do resultado

Data:
Atualizado em: 23 de Maio de 2026
Da redação

Professor da Faculdade de Comunicação e integrante da Chapa 3, Fernando Conceição publicou vídeo nas redes sociais criticando a condução do pleito na UFBA

'Direito de espernear': professor da UFBA chama eleição de ‘teatro’ e formaliza impugnação do resultado
Reprodução/Divulgação/Chapa Insurgente

O professor da Faculdade de Comunicação e integrante da Chapa 3 - UFBA Insurgente, Fernando Conceição, contestou o processo eleitoral da Universidade Federal da Bahia em vídeo publicado nas redes sociais e também por meio de documento oficial enviado à Comissão Eleitoral.
 

Reprodução/Chapa Insurgente UFBA

No vídeo, o docente afirma que o pleito se deu em meio a irregularidades e critica a condução da eleição. Ele questiona a suspensão de aulas durante a semana da votação na Faculdade de Comunicação, que, segundo ele, afetou diretamente seu principal colégio eleitoral.

“Deixa eu lhe dizer, meu juiz esperneante. Direito de espernear nesse teatro de eleição direta na Universidade Federal da Bahia”, diz no vídeo. Ele também classifica como atípica a interrupção das atividades acadêmicas no período do pleito.

O professor afirma ainda que a Chapa 3 ficou em último lugar na apuração preliminar, mas sustenta que o resultado não é definitivo. “Perder e ganhar faz parte do jogo. Eu já perdi muito e já ganhei muito”, declarou.

Segundo ele, a disputa segue aberta porque houve impugnação formal do resultado. Em documento encaminhado à Comissão Eleitoral das Eleições para Reitor(a) e Vice-Reitor(a), presidida por Mônica Neves Aguiar da Silva, a Chapa 3 afirma que o pleito realizado em 20 e 21 de maio de 2026 apresenta falhas que comprometem sua idoneidade.

O texto sustenta que houve atrasos no início da votação no primeiro dia, com descumprimento do horário previsto de abertura (8h), o que teria prejudicado “milhares de potenciais eleitores”. A chapa também aponta denúncias de supostas irregularidades envolvendo outras candidaturas, como boca de urna e acúmulo indevido de funções por fiscais.

O documento afirma ainda que os problemas foram amplamente noticiados pela imprensa e que já haviam sido objeto de manifestação anterior da chapa. O grupo pede apuração das ocorrências e responsabilização pelos fatos relatados.

A impugnação foi protocolada às 10h55 do dia 22 de maio de 2026, antes mesmo da divulgação formal do resultado, segundo o texto assinado em nome da Chapa 3 - UFBA Insurgente.

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