A Espanha decidiu ficar fora do chamado “Conselho da Paz”, iniciativa criada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para acompanhar conflitos internacionais, com foco especial na Faixa de Gaza e na reconstrução do território palestino.
A recusa foi anunciada pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, que confirmou o convite, mas deixou claro que Madri não pretende integrar a estrutura proposta por Washington. Segundo ele, a decisão está alinhada com a política externa espanhola, baseada no direito internacional, no fortalecimento da ONU e no compromisso com o multilateralismo.
Nos bastidores da diplomacia europeia, o conselho é visto com desconfiança. A leitura predominante é de que a iniciativa funciona como um atalho político para esvaziar o papel das Nações Unidas, principal fórum internacional para mediação de conflitos e cooperação entre Estados.
Sánchez também criticou a composição do grupo, destacando a ausência da Autoridade Palestina, o que, na avaliação do governo espanhol, compromete a legitimidade de qualquer esforço real de mediação ou reconstrução na região.
Cerca de 60 países foram convidados por Trump para participar do Conselho da Paza.
Veja, abaixo, os países que farão parte do Conselho da Paz:
- Armênia
- Arábia Saudita
- Argentina
- Azerbaijão
- Bahrein
- Belarus
- Bulgária
- Catar
- Cazaquistão
- Egito
- Emirados Árabes Unidos
- Hungria
- Indonésia
- Israel
- Jordânia
- Kosovo
- Marrocos
- Mongólia
- Paquistão
- Paraguai
- Turquia
- Uzbequistão
- Vietnã
Já declararam que não vão aderir ao órgão:
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- França;
- Noruega;
- Eslovênia;
- Suécia;
- Espanha.
E ainda não responderam ao convite de Trump:
- Brasil
- Reino Unido
- China
- Croácia
- Alemanha
- Itália
- Rússia
- Singapura
- Ucrânia