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Flávio Bolsonaro muda discurso e declara apoio ao fim da escala 6x1 após críticas à PEC

Data:
Atualizado em: 13 de Outubro de 2026
Victor Quirino*

Senador mudou de posição às vésperas da votação no Senado e afirmou que seguirá a vontade da maioria dos trabalhadores

Flávio Bolsonaro muda discurso e declara apoio ao fim da escala 6x1 após críticas à PEC
Ton Molina/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, declarou nesta terça-feira (13) que votará a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A mudança ocorre um dia antes da votação em primeiro turno no Senado, prevista para quarta-feira (14).

Crítico da proposta apresentada por parlamentares de esquerda, Flávio vinha defendendo a negociação direta entre empregadores e trabalhadores para definir a jornada. Após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador afirmou que sua decisão considera a opinião popular. “Vou votar a favor do fim da 6x1, mas a gente defende algo ainda melhor, sempre”, declarou.

O candidato também afirmou que a maioria dos trabalhadores brasileiros deseja o fim do modelo atual. Segundo ele, a decisão acompanha a “vontade da maioria do povo”, em meio às cobranças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário na disputa eleitoral, por um posicionamento sobre o tema.

Apesar do apoio à PEC, Flávio manteve críticas ao texto e defendeu maior flexibilidade na organização dos horários de trabalho. Ele questionou como a proposta contemplaria profissionais em regime de home office e mães que precisam conciliar a jornada com os cuidados dos filhos.

Na semana passada, o senador havia afirmado que tinha um projeto “infinitamente melhor” do que a proposta em discussão no Congresso. A alternativa defendida por ele prevê liberdade para que o trabalhador escolha a carga horária e os períodos em que deseja trabalhar.

Ao justificar a mudança, Flávio classificou a discussão sobre a jornada como um “processo de evolução” e reconheceu a necessidade de ampliar o descanso dos trabalhadores. “A gente tem que fazer com que o trabalhador tenha direito a uma folga maior sim”, afirmou.

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