O senador Jaques Wagner (PT) negou ter intermediado negociações para a compra de obras de arte de alto valor por meio do empresário Guilherme Sodré, conhecido como Guiga. Em entrevista à rádio Piatã FM nesta sexta-feira (9), o parlamentar também contestou declarações atribuídas ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, divulgadas pela revista Veja.
Wagner afirmou que mantém uma relação de amizade antiga com Guiga, mas negou envolvimento em negócios. Sobre as alegações de que Vorcaro teria financiado um filme sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para obter vantagens junto ao governo federal, o senador questionou a cronologia apresentada, destacando que o longa ao qual se refere foi lançado em 2010, enquanto o Banco Master surgiu em 2019.
O senador também saiu em defesa do colega Otto Alencar (PSD), citado em reportagens sobre investimentos do Banco Master em uma empresa ligada à filha do parlamentar. Wagner afirmou acreditar que Otto não tem relação com as supostas irregularidades e ressaltou que acusações precisam ser comprovadas.
Segundo relatos atribuídos a Vorcaro em negociações para um acordo de delação premiada, os supostos repasses teriam como objetivo facilitar o credenciamento do Banco Master e o acesso a recursos de fundos de pensão federais. O ex-banqueiro também teria citado Wagner e o ex-sócio Augusto Lima como intermediários na aproximação com integrantes do governo. As alegações são contestadas pelo senador.