A Justiça da Bahia manteve a prisão preventiva do ex-deputado federal Uldurico Júnior. A decisão, assinada pelo juiz Otaviano Andrade Sobrinho, da 1ª Vara Criminal de Eunápolis, negou o pedido de liberdade provisória apresentado pela defesa do ex-parlamentar.
Uldurico Júnior foi preso em abril deste ano durante a Operação Duas Rosas, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). Ele é investigado por suposta participação em um esquema de corrupção e organização criminosa relacionado à fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, ocorrida em dezembro de 2024.
Segundo as investigações, o ex-deputado teria negociado o recebimento de R$ 2 milhões para facilitar a fuga em massa. Entre os foragidos está Ednaldo Pereira de Souza, conhecido como "Dadá", apontado como líder do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), facção ligada ao Comando Vermelho.
A fuga ocorreu após um grupo armado invadir o presídio, trocar tiros com agentes penitenciários e abrir duas celas, permitindo a saída dos presos.
As investigações também incluem o depoimento da ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, que firmou acordo de colaboração premiada com o MP-BA. Em seu relato, ela afirmou que mantinha um relacionamento com Uldurico Júnior e detalhou supostas negociações entre o ex-parlamentar e integrantes da facção criminosa.
De acordo com o Ministério Público, a expressão "duas rosas", que dá nome à operação, era utilizada como código para se referir ao valor que teria sido pago para viabilizar a fuga dos detentos.