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Lula defende reforma da ONU e cobra regras para big techs em discurso na Assembleia Geral

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Da redação

Presidente também falou sobre guerras, crime organizado, clima, desigualdade e fim da escala 6x1 durante fala em Nova York

Lula defende reforma da ONU e cobra regras para big techs em discurso na Assembleia Geral
Reprodução/Flickr

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Conselho de Segurança durante discurso na abertura da 81ª Assembleia Geral da entidade, nesta terça-feira (22), em Nova York. A fala também abordou conflitos internacionais, combate ao crime organizado, mudanças climáticas, desigualdade e regulação das novas tecnologias.

Na abertura do discurso, Lula criticou a crise do multilateralismo e associou o aumento dos conflitos armados às tensões geopolíticas e à falta de articulação entre os países. O presidente defendeu mudanças no Conselho de Segurança para ampliar a representação dos países e fortalecer a atuação da ONU.

Ao falar sobre conflitos internacionais, Lula citou a guerra entre Rússia e Ucrânia e a situação no Oriente Médio, incluindo Gaza e a Cisjordânia. O presidente defendeu a diplomacia e o diálogo como caminhos para solucionar disputas e mencionou o Grupo de Amigos da Paz, iniciativa criada por Brasil e China para incentivar negociações sobre a guerra na Ucrânia.

O combate ao crime organizado também esteve entre os temas. Lula defendeu maior cooperação entre os países para controlar fronteiras e combater o tráfico de armas e o financiamento de organizações criminosas. Ele citou operações realizadas no Brasil, a Lei Antifacção e a atuação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus.

Na área ambiental, o presidente destacou a necessidade de retomar a agenda climática e citou eventos extremos, a transição para uma economia de baixo carbono e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). Lula também defendeu que a exploração de minerais críticos e terras raras gere investimentos, tecnologia e empregos no Brasil.

O presidente ainda falou sobre redução das desigualdades, geração de empregos, educação, saúde e proteção social. Ao tratar do mercado de trabalho, defendeu o fim da escala 6x1 e a adoção de dois dias de descanso por semana. Segundo Lula, a mudança também ajudaria a diminuir a sobrecarga de tarefas domésticas sobre as mulheres.

Outro ponto do discurso foi a regulação das grandes empresas de tecnologia e da inteligência artificial. Lula defendeu regras baseadas em responsabilidade e transparência e citou o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). Ele também falou sobre a proteção de artistas e criadores, o impacto das plataformas de apostas no endividamento e a manutenção do Pix como uma infraestrutura pública e gratuita de pagamentos.

Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a discursar no Debate Geral da Assembleia Geral da ONU, posição mantida desde 1955. A 81ª sessão reúne chefes de Estado e de Governo em Nova York ao longo desta semana.

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