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Mais da metade dos brasileiros não votaria em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum; veja pesquisa

Data:
Antonio Dilson Neto

Nova pesquisa coloca o senador no topo dos nomes mais vetados pelo eleitorado, empatado tecnicamente com Lula

Mais da metade dos brasileiros não votaria em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum; veja pesquisa
Reprodução/Wilton Jr.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta o seu pior momento de desgaste político junto ao eleitorado nacional. A nova rodada da pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada na manhã desta terça-feira (19), aponta que o parlamentar fluminense assumiu a liderança isolada no índice de rejeição, rompendo a barreira da metade dos eleitores do país que afirmam que não votariam nele de "jeito nenhum" para a Presidência da República.

De acordo com os dados estatísticos, Flávio Bolsonaro atingiu 52% de veto direto da população. O número coloca o congressista em situação de empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pontuou 50,6% de rejeição no mesmo levantamento. Como a margem de erro do estudo é de um ponto percentual para mais ou para menos, os dois líderes das principais correntes ideológicas do país dividem o topo do teto de rejeição eleitoral.

O avanço da resistência ao nome de Flávio ocorre em meio ao desgaste provocado pelo recente vazamento de áudios envolvendo o pré-candidato do PL e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, o que parece ter consolidado o muro de desaprovação em torno de sua imagem.

O estudo da Atlas/Bloomberg deixa evidente que a força das estruturas familiares e partidárias não tem sido suficiente para romper o teto de vidro dos candidatos. No mesmo campo conservador, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) também enfrenta forte resistência, aparecendo com 45,6% de veto do eleitorado. Até mesmo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena e segue juridicamente fora das urnas por inelegibilidade, registra 49,1% de reprovação.

Abaixo da linha dos 50%, os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) figuram com 42,2% e 38% de rejeição, respectivamente, seguidos pelo coordenador do movimento Missão, Renan Santos, com 37,8%. No campo governista, o ministro Fernando Haddad (PT) também foi testado em âmbito presidencial e acabou rejeitado por 39,9% dos entrevistados.

O dado que mais escancara a divisão radical do país e a falta de oxigênio para alternativas políticas é que apenas 0,9% das mais de 5 mil pessoas ouvidas declararam que não rejeitam nenhum dos nomes da lista apresentada.

Dados técnicos do relatório

A pesquisa Atlas/Bloomberg foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio de 2026, captando as respostas de 5.032 eleitores por meio da tecnologia proprietária de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR).

O levantamento, que possui nível de confiança estatística de 95% e margem de erro de um ponto percentual, foi executado com o investimento financeiro do próprio instituto. Os dados completos estão registrados perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a inscrição oficial BR-06939/2026.

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