A candidata ao Senado por São Paulo Marina Silva (Rede) se manifestou nesta terça-feira (18) sobre a abordagem agressiva que sofreu durante uma caminhada de campanha na capital paulista, na segunda-feira (17). Em pronunciamento, ela agradeceu as manifestações de solidariedade recebidas de lideranças políticas, instituições, movimentos sociais e cidadãos de diferentes posições políticas.
O episódio ocorreu durante uma caminhada que marcou o início da campanha de Fernando Haddad (PT) ao Governo de São Paulo. Segundo relatos, um homem se aproximou de Marina de forma agressiva e a hostilizou durante o percurso entre a Praça da República e o Theatro Municipal. A equipe que acompanhava a candidata interveio e a retirou do local. Marina não ficou ferida.
Na manifestação, Marina afirmou que o caso não diz respeito apenas a ela e associou o episódio à violência política de gênero. Segundo a candidata, mulheres ainda são alvo de constrangimentos, agressões e tentativas de silenciamento que buscam afastá-las dos espaços públicos e de decisão.
Marina defendeu que os fatos sejam apurados com rigor e que pessoas que ultrapassem os limites da lei sejam responsabilizadas. Para ela, críticas, divergências e protestos fazem parte do processo democrático, mas não devem se transformar em intimidação ou violência.
Apesar do episódio, a candidata afirmou que pretende continuar nas ruas durante a campanha e manter o diálogo com eleitores de São Paulo. “As mulheres merecem respeito. São Paulo merece respeito”, declarou.