O deputado federal Mário Frias (PL-SP) publicou uma longa defesa do filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, após a repercussão das denúncias envolvendo o financiamento do longa e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Na publicação feita no X, antigo Twitter, Frias afirmou que idealizou o projeto em 2023 “após a consolidação do regime de exceção no Brasil” e negou qualquer uso de dinheiro público na produção. Segundo ele, a captação de recursos ocorreu principalmente em 2024, por meio de investidores privados que, segundo o parlamentar, teriam apoiado o filme “sem esperar nada em troca além do retorno financeiro do projeto”.
O deputado também classificou como “narrativa tosca” as suspeitas levantadas sobre o financiamento do longa e afirmou que adversários políticos estariam tentando desgastar a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. “Se houvesse qualquer indício de crime todos teríamos sido presos”, escreveu Frias na publicação.
A manifestação acontece após reportagens revelarem áudios em que Flávio Bolsonaro cobra repasses financeiros do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para a produção do filme. O caso passou a ser investigado diante da suspeita de possível uso irregular de recursos e da relação entre os envolvidos.
Frias, que atua como produtor executivo e roteirista do longa, também disse que o filme foi feito com um orçamento menor do que o planejado “porque é muito difícil fazer cinema sem dinheiro público no Brasil”.