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Operação da PF mira lavagem de dinheiro e prende dono da Choquei

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Da redação

Investigação aponta que uma organização criminosa movimentou mais de R$ 1,6 bilhão

Operação da PF mira lavagem de dinheiro e prende dono da Choquei
Redes sociais

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (15) a Operação Narco Fluxo, uma das maiores ações recentes contra lavagem de dinheiro com uso de criptomoedas no Brasil. A investigação aponta que uma organização criminosa movimentou mais de R$ 1,6 bilhão por meio de estruturas sofisticadas, com atuação no país e no exterior.

Entre os alvos está Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, que foi preso durante a operação. Ao todo, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em diversos estados, além de bloqueio de bens, quebra de sigilos e restrições financeiras.

Segundo a PF, o grupo utilizava criptomoedas, empresas de fachada, transações internacionais e movimentações em espécie para dificultar o rastreamento do dinheiro. A investigação também apura o uso de plataformas digitais e figuras públicas para promover atividades e dar suporte ao esquema.

Outros nomes conhecidos, como os funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, aparecem como possíveis beneficiários ou integrantes da estrutura financeira investigada. Há indícios de envolvimento com promoção de plataformas de apostas e rifas digitais utilizadas para circulação de recursos.

No caso de Raphael, a suspeita é de que ele atuasse como operador de mídia, utilizando a página Choquei para impulsionar conteúdos de interesse do grupo e gerenciar crises de imagem. A PF ainda não detalhou oficialmente sua participação, o que deve ocorrer com o avanço das apurações.

Criada em 2014, a Choquei se consolidou como uma das maiores páginas de redes sociais do país, mas já havia sido alvo de críticas por disseminação de conteúdos sem verificação. O caso mais emblemático ocorreu em 2023, envolvendo a jovem Jéssica Canedo, e levantou debates sobre responsabilidade digital.

A investigação segue em andamento, com análise de materiais apreendidos e mapeamento das conexões entre os envolvidos. A PF não descarta novas fases da operação, enquanto busca esclarecer o papel de cada integrante no esquema.

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