O presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), Nelson Mussolini, afirmou que uma eventual adoção do fim da escala de trabalho 6x1 pode provocar aumento nos preços dos medicamentos. Segundo ele, a mudança elevaria os custos da indústria farmacêutica, que precisaria ampliar o número de funcionários para manter a produção.
De acordo com Mussolini, o setor opera em regime contínuo, com fábricas funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana. Na avaliação do dirigente, a redução da jornada sem diminuição salarial exigiria novas contratações, impactando a folha de pagamento e, consequentemente, os custos de produção.
O presidente do Sindusfarma também afirmou que a indústria farmacêutica enfrenta um cenário de margens reduzidas devido ao controle de preços dos medicamentos. Para ele, um aumento dos custos operacionais poderia ser repassado ao consumidor, caso haja autorização para reajustes.
A proposta de mudança na jornada de trabalho tem sido debatida no Congresso Nacional e divide opiniões entre representantes dos trabalhadores e do setor produtivo. Defensores da medida argumentam que ela pode melhorar a qualidade de vida dos empregados, enquanto empresários alertam para possíveis impactos nos custos e na geração de empregos.