A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no âmbito das investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O posicionamento foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aponta que, até o momento, não existem provas suficientes que justifiquem a medida, considerada invasiva. Segundo a PGR, os elementos apresentados indicam apenas possíveis relações pessoais, sem comprovação direta de participação em irregularidades.
O pedido de quebra de sigilo havia sido feito pela Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de fraudes bilionárias na Previdência Social. A suspeita é de que Lulinha pudesse ter atuado como intermediário em movimentações financeiras, o que é negado por sua defesa.
Apesar do parecer contrário da PGR, o caso segue em análise no STF, que pode decidir pela autorização ou não da quebra de sigilos bancário e fiscal.
A defesa de Lulinha afirma que ele não tem qualquer envolvimento com as irregularidades investigadas e classifica as suspeitas como infundadas.