O Republicanos deve formalizar nesta quarta-feira (7) o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno das eleições. O anúncio está previsto para ocorrer às 18h, na sede nacional do partido, em Brasília. A legenda havia adotado posição de neutralidade no primeiro turno.
A adesão vem sendo articulada pelo governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que reuniu Flávio e o presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, em Brasília na terça-feira (6). Após o encontro, Pereira indicou que há uma tendência de apoio ao candidato do PL.
Com a decisão, o Republicanos deverá se juntar ao PP e ao União Brasil, que já encaminharam apoio a Flávio no segundo turno. O movimento amplia a articulação do candidato do PL em busca de partidos que permaneceram neutros na primeira etapa da eleição.
Tarcísio tem atuado diretamente para levar o Republicanos ao palanque de Flávio. Antes mesmo da reunião com Marcos Pereira, o governador havia defendido publicamente que a legenda apoiasse o senador no segundo turno.
Durante as conversas, Flávio também sinalizou que não pretende disputar uma eventual reeleição à Presidência caso seja eleito. O compromisso interessa diretamente a Tarcísio, que aparece como um dos principais nomes do campo da direita para uma futura disputa presidencial.
A estratégia ganha peso diante das discussões sobre uma eventual mudança constitucional para acabar com a possibilidade de reeleição para cargos do Executivo. Nesse cenário, Tarcísio poderia se apresentar como candidato à sucessão de Flávio em uma eleição posterior.
Além do Republicanos, a campanha de Flávio tenta ampliar sua rede de alianças com integrantes de partidos como MDB e PSD. No caso do PSD, o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, manteve a orientação de neutralidade, embora o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, que disputou a Presidência pelo partido no primeiro turno, tenha declarado apoio ao candidato do PL.
Do outro lado, a campanha do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a buscar apoio de lideranças regionais de partidos do centro após a consolidação das alianças de Flávio. A estratégia inclui conversas com integrantes do PSD e do próprio Republicanos, mesmo diante das posições nacionais das legendas.