O vereador Senival Moura foi preso nesta quinta-feira (25) durante a Operação Última Parada, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio da empresa de ônibus Transunião. A ação é conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil.
Segundo as investigações, Senival está entre os cinco alvos de mandados de prisão expedidos pela Justiça. Também foram presos o atual presidente da Transunião, Lourival de França Monario, e outros investigados apontados como integrantes ou operadores financeiros do esquema.
O nome do parlamentar já havia aparecido em investigações anteriores sobre a atuação do crime organizado no setor de transporte coletivo da capital paulista. Em 2022, a Polícia Civil realizou buscas em endereços ligados ao vereador após apurações sobre o assassinato do ex-presidente da Transunião, Adauto Soares Jorge, caso que levou os investigadores a suspeitarem da infiltração do PCC na empresa. Na época, Senival negou qualquer envolvimento com irregularidades e afirmou estar à disposição da Justiça.
De acordo com os investigadores, a atual operação é um desdobramento dessas apurações e busca esclarecer a utilização da empresa de transporte para movimentação e ocultação de recursos supostamente ligados à facção criminosa.
Até o momento, a defesa do vereador não havia se manifestado sobre a prisão.