Atual vice-reitor da Universidade Federal da Bahia e candidato à reitoria, Penildon Silva Filho afirmou que pretende colocar a gestão administrativa no centro das prioridades da universidade caso seja eleito. O professor defendeu mais planejamento orçamentário, descentralização da administração e fortalecimento da assistência estudantil.
Durante entrevista ao Portal do Casé, Penildon disse que a gestão universitária precisa ser tratada como prioridade dentro da instituição. “Nós vamos fazer uma combinação entre a luta mais geral em defesa da universidade pública por mais orçamento com a melhora da gestão na universidade”, afirmou.
Ao comentar os atrasos recentes nas bolsas estudantis, o candidato atribuiu o problema à falta de organização financeira e administrativa. Apesar de integrar a atual gestão da universidade, Penildon avaliou que a situação poderia ter sido evitada com mais planejamento.
"Se você tiver um planejamento melhor, consegue ter resultados melhores”, declarou.
O professor afirmou ainda que “O primeiro investimento que nós faremos será na assistência estudantil”. Segundo ele, bolsas, restaurante universitário, residências estudantis e o programa Buzufba devem ser tratados como os primeiros compromissos financeiros da universidade.
Penildon também defendeu um modelo de gestão mais descentralizado e afirmou que pretende ampliar a autonomia das unidades acadêmicas. “Os diretores das unidades terão mais autonomia para gerenciar parte do orçamento”, declarou.
O candidato, que comandou a Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) por oito anos antes de assumir a vice-reitoria em 2022, também citou resultados de gestões anteriores para defender sua experiência administrativa. “Nós subimos de 40% para 92% dos cursos com nota 4 e 5”, afirmou ao comentar avaliações do MEC durante sua passagem pela pró-reitoria.
Entre as propostas apresentadas está a criação de um observatório para acompanhar trajetórias estudantis e identificar causas de evasão e retenção nos cursos. O candidato também defendeu ampliar parcerias com empresas, órgãos públicos e movimentos sociais para aumentar oportunidades de estágio e inserção profissional dos estudantes.
Segundo Penildon, esse tipo de aproximação não compromete a autonomia universitária. O professor citou parcerias já existentes da UFBA com empresas como Ford, Shell e Petrobras em projetos de pesquisa. “Nós queremos é que esse processo de parceria seja aprofundado", declarou.