O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a investigar formalmente Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no âmbito do caso que apura suspeitas de venda de decisões judiciais. Buzzi é o segundo ministro do STJ investigado no caso; o primeiro foi Moura Ribeiro.
A investigação apura também a possível relação de pessoas próximas a Buzzi com suspeitos de negociar decisões judiciais. Relatórios da PF mencionaram a advogada Catarina Buzzi, filha do ministro, e sua relação com um empresário investigado no caso.
Em 2025, a PF havia recomendado o aprofundamento das apurações sobre a relação entre Catarina e o empresário. Um relatório posterior, assinado por outro delegado, porém, apontou que não havia indícios contra a advogada. A defesa afirma que um relatório da própria PF afastou qualquer relação dela com a venda de decisões.
Procurado, Marco Buzzi afirmou que não tem relação com as atividades de seus familiares e disse não ter conhecimento de que é investigado. O ministro está afastado do STJ desde fevereiro e responde a um processo disciplinar separado, relacionado a denúncias de importunação sexual e assédio, que ele nega.
A investigação ocorre no mesmo contexto de uma apuração sobre a atuação do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves e de sua esposa, Mirian Ribeiro. No caso de Moura Ribeiro, a PF investiga decisões proferidas pelo ministro e transferências feitas a um ex-servidor que trabalhou em seu gabinete. Moura Ribeiro também nega qualquer irregularidade.