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Caso Sara Mariano: Julgamento de acusados pela morte de cantora gospel é retomado na Bahia

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Da redação

Sessão havia sido marcada anteriormente para o dia 3 deste mês, mas foi adiada por decisão da Justiça

Caso Sara Mariano: Julgamento de acusados pela morte de cantora gospel é retomado na Bahia
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O julgamento dos três acusados pela morte da cantora gospel Sara Freitas Mariano foi retomado nesta terça-feira (24), no Fórum Criminal de Dias D’Ávila. A sessão havia sido marcada anteriormente para o dia 3 deste mês, mas foi adiada por decisão da Justiça.

Respondem ao processo Ederlan Santos Mariano, marido da vítima, apontado como mentor do crime; Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como “Bispo Zadoque”; e Victor Gabriel Oliveira Neves. Os três estão presos preventivamente e serão julgados pelo júri popular por feminicídio qualificado, além de ocultação de cadáver e associação criminosa.

Um quarto envolvido, Gideão Duarte de Lima, já foi condenado em abril de 2025 a 20 anos, quatro meses e 20 dias de prisão por participação no crime. Segundo a acusação, ele teria atraído a cantora até o local da emboscada.

Inicialmente previsto para novembro de 2025, o júri foi suspenso após os advogados dos réus deixarem o plenário de forma coletiva, alegando falta de estrutura e segurança. A magistrada considerou a conduta protelatória e determinou o envio do caso à OAB para apuração. Novas datas foram fixadas para fevereiro e março de 2026, mas também sofreram alterações.

O crime ocorreu em 24 de outubro de 2023, em Dias D’Ávila. De acordo com o Ministério Público, a cantora foi atraída sob o pretexto de participar de um evento religioso e acabou morta com 22 golpes de faca. Após o assassinato, o corpo foi ocultado e incendiado. 

As investigações indicam que os envolvidos agiram de forma articulada, com divisão de tarefas, motivados por promessa de pagamento e interesses ligados à carreira artística de um dos participantes.

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