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Polícia faz nova investida contra grupo de postos baiano suspeito de lavar dinheiro para o PCC

Data:
Jean Mendes

Os policiais foram em endereços nas cidades de Feira de Santana e Conceição do Jacuípe

Polícia faz nova investida contra grupo de postos baiano suspeito de lavar dinheiro para o PCC
Divulgação

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quarta-feira (17), durante a segunda fase da Operação Primus. A ação investiga a atuação de um grupo, suspeito de envolvimento em crimes contra a ordem tributária, com indícios de sonegação fiscal estruturada e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC). Os policiais foram em endereços nas cidades de Feira de Santana e Conceição do Jacuípe.

Nesta etapa, foram executadas ordens vinculadas a pessoas físicas e jurídicas ligadas à investigação. Com a ação, o Poder Judiciário também determinou novos bloqueios e a indisponibilidade de bens. As investigações apontam que o grupo utilizava empresas e terceiros para ocultar e dissimular a origem de recursos ilícitos, por meio de operações financeiras e patrimoniais irregulares.

Segundo a Polícia Civil, o aprofundamento das análises fiscais, contábeis e financeiras permitiu a identificação de novas irregularidades tributárias, fortalecendo o conjunto de provas e evidenciando prejuízos significativos aos cofres públicos. As medidas de busca e apreensão visam a coleta de documentos, mídias eletrônicas e outros elementos relacionados a fluxos financeiros, patrimônio oculto e possível lavagem de capitais.

A ação é resultado de investigação da Polícia Civil da Bahia, Secretaria da Segurança Pública (SSP), Secretaria da Fazenda (Sefaz), Secretaria da Administração (Saeb), Ministério Público, Tribunal de Justiça e Procuradoria-Geral.

De acordo com a delegada Haline Peixinho, as investigações seguem em andamento. "Não estão descartadas novas medidas cautelares, a ampliação do número de investigados e outros desdobramentos da operação”, destacou. Segundo a delegada, as informações técnicas produzidas pela Sefaz, a partir do cruzamento de dados fiscais e da análise econômico-tributária, foram determinantes para o deferimento das medidas judiciais.

HISTÓRICO

A primeira fase da Operação Primus desarticulou uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro, adulteração e comercialização irregular de combustíveis, com atuação em dezenas de municípios da Bahia e ramificações nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Na ocasião, foram cumpridas 74 medidas judiciais, sendo 62 mandados de busca e apreensão e 10 prisões. A operação resultou na denúncia de 15 investigados, na apreensão de 12 veículos e na autorização judicial para o bloqueio e sequestro de mais de R$ 6,5 bilhões em bens, além da manutenção das prisões preventivas. O principal alvo dessa ação foi Jailson Couto Ribeiro, o Jau da Lubrijau ou Jau Ribeiro. Ele estava na lista dos presos.

Conforme a denúncia, o grupo atuava como braço financeiro e logístico do PCC, utilizando postos de combustíveis e empresas de transporte para a lavagem de dinheiro oriundo de diversas atividades ilícitas.

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