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Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno, ligado ao Banco Master

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Da redação

Instituição é controlada por Augusto Ferreira Lima, conhecido como Guga Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master

Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno, ligado ao Banco Master
BCB

O Banco Central do Brasil decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e estendeu o regime à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, integrantes do conglomerado prudencial Pleno. A instituição é controlada por Augusto Ferreira Lima, conhecido como Guga Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master.

Segundo a autarquia, a medida foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira, com deterioração da liquidez, além de infrações às normas do sistema bancário e descumprimento de determinações do regulador. Embora o grupo seja de pequeno porte, com 0,04% dos ativos e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional, a decisão tem repercussão por envolver um nome ligado a um dos episódios recentes mais controversos do mercado financeiro. 

O BC informou que seguirá apurando responsabilidades, podendo aplicar sanções administrativas e comunicar outras autoridades. Os bens de controladores e administradores foram tornados indisponíveis.

A liquidação ocorre após uma reestruturação societária iniciada em 2024, quando o BC aprovou a aquisição do Banco Voiter, antigo Indusval, pelo Banco Master. Em julho de 2025, a autoridade monetária autorizou a compra do Voiter por Lima, em operação que marcou a transferência do controle e a mudança de nome para Banco Pleno.

O caso também remete à Operação Compliance Zero, que investigou a emissão de títulos de crédito fraudulentos ligados ao Banco Master e resultou na prisão de Lima. As apurações apontaram fraude estimada em R$ 12 bilhões e tentativas de venda de ativos ao Banco Regional de Brasília (BRB) em meio à crise de liquidez, ampliando o escrutínio sobre governança e controles internos da instituição.

Empresário baiano, Lima ganhou projeção ao adquirir, em 2018, a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) e estruturar o CredCesta, cartão consignado voltado a servidores públicos. O modelo foi posteriormente expandido para outros estados e incorporado ao Banco Master em 2020, quando o empresário ingressou na sociedade levando a operação, que se tornou um dos principais ativos do banco.

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