Entre os 20 finalistas do “Profissão Repórter Procura”, projeto da TV Globo que busca novos talentos do jornalismo, está o baiano Alê Risutti. Morador de São Cristóvão, em Salvador, o estudante de jornalismo carrega na trajetória a comunicação popular, a paixão pela cultura baiana e o sonho de viver das histórias contadas nas ruas.
Antes mesmo da universidade, Alê já experimentava os primeiros passos na comunicação. Ainda na escola, participou da criação de um blog estudantil voltado para notícias do ambiente escolar e também de uma rádio web, experiência que despertou sua paixão pelo jornalismo.
“Foi ali que nasceu meu amor pela comunicação”, conta.
Apesar de ter chegado a trancar a faculdade por um curto período para explorar outras áreas, a comunicação voltou a cruzar seu caminho. Aos poucos, surgiram trabalhos como locutor, repórter e animador de eventos, funções que hoje fazem parte da sua rotina.
Além do jornalismo, Alê também trabalha com animações de festas infantis e se define como um jovem apaixonado pela cultura baiana, pela música, pelo Carnaval de Salvador, livros de fantasia e animes. Torcedor do Bahia, costuma chamar o bairro onde cresceu de “São Cristóvão City”.
Por muito tempo, ele se enxergava apenas como estudante. A percepção mudou quando passou a ser reconhecido nas ruas por conteúdos produzidos para a internet.
“Algumas pessoas me paravam e perguntavam: ‘Você é jornalista?’. Foi aí que a ficha começou a cair”, relembra.
Segundo Alê, a chegada à final do “Profissão Repórter Procura” foi o momento mais marcante da trajetória até agora. Ele afirma que não imaginava ser selecionado entre milhares de inscritos de todo o país e descreve o resultado como a realização de um sonho.
“No dia, eu vi um vídeo de Giovanna Rimola falando sobre a reação dela ao descobrir que era finalista e fui conferir a lista. Quando abri, o primeiro nome que apareceu foi o meu. Levei um susto”, diz.
Agora, ele segue focado na etapa final do processo seletivo, que será conduzida por Caco Barcellos e profissionais da TV Globo. Enquanto aguarda o resultado, mantém o objetivo de continuar próximo das pessoas e das histórias que movem sua visão sobre o jornalismo.
“Eu me considero um cara do povo. Meu maior sonho é estar na rua, perto das pessoas, contando histórias como repórter”, afirma.
Para Alê, a comunicação vai além da profissão. É também uma forma de conectar arte, memória e cotidiano.
“Eu acredito muito na força das pequenas histórias. Para mim, elas podem ser tão ricas quanto as grandes”, conclui.