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Justiça libera recuperação judicial da Casas Bahia, que tem R$ 17,3 bilhões em dívidas

Data:
Victor Quirino*

Decisão permite avanço do processo, mas grupo ainda precisa entregar documentos e obter aprovação dos credores para o plano de recuperação

Justiça libera recuperação judicial da Casas Bahia, que tem R$ 17,3 bilhões em dívidas
Reprodução

O Grupo Casas Bahia recebeu autorização da Justiça de São Paulo, nesta quarta-feira (21), para dar andamento ao processo de recuperação judicial. A medida também abrange outras nove empresas ligadas ao grupo, que tenta reorganizar suas finanças e renegociar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em débitos.

Apesar da autorização, a companhia ainda precisa regularizar a documentação apresentada no pedido. A Justiça estabeleceu prazo de 30 dias para a entrega dos dados que faltam e advertiu que o descumprimento da determinação pode levar à revogação da decisão.

As exigências incluem informações financeiras de quatro empresas referentes a 2023, estimativas de receitas e despesas de cada companhia e uma relação atualizada dos credores. A magistrada considerou que as falhas identificadas podem ser corrigidas durante o processo.

A decisão também preserva a suspensão temporária de determinadas cobranças judiciais contra as empresas, permitindo que o grupo avance na reorganização das dívidas enquanto o caso tramita.

Para acompanhar o procedimento, a AJ Ruiz Consultoria Empresarial S/A foi designada administradora judicial. Entre suas atribuições estão fiscalizar as atividades das empresas e prestar informações à Justiça sobre o andamento da recuperação.

Com a publicação do edital, os credores terão 15 dias para apontar débitos ausentes da relação apresentada ou questionar os valores informados. As solicitações deverão ser encaminhadas à administradora judicial.

O pedido de recuperação judicial foi apresentado pelo grupo em agosto, com o objetivo de renegociar os compromissos financeiros e preservar as operações. A autorização concedida agora não representa a aprovação do plano, que ainda dependerá da avaliação dos credores.

 

*Sob supervisão de Antonio Dilson Neto

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