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'Ver desenhos de Glauber danificados é a maior dor': entenda por que Cine Glauber Rocha limitou acesso ao terraço

Data:
Atualizado em: 12 de Maio de 2026
Da redação

Espaço cultural publicou uma nota de esclarecimento após vídeo de influenciador baiano viralizar nas redes sociais

'Ver desenhos de Glauber danificados é a maior dor': entenda por que Cine Glauber Rocha limitou acesso ao terraço
Reprodução/Redes Sociais/Glauber Rocha

O Cine Glauber Rocha, em Salvador, se pronunciou após a repercussão de um vídeo publicado pelo influenciador Marcelo Filho, conhecido como “Ruivo Baiano”, criticando a limitação de acesso ao terraço do espaço cultural. A publicação viralizou nas redes sociais e gerou debates sobre elitização, acesso ao Centro Histórico e utilização de espaços culturais ligados ao poder público.

No vídeo, o influenciador afirma ter sido impedido de subir ao terraço sem comprar ingresso e questiona a cobrança para acessar uma área que, segundo ele, deveria ser pública. Após a repercussão, a administração do cinema divulgou uma nota de esclarecimento explicando os motivos da medida.

Segundo o Cine Glauber Rocha, a restrição foi adotada após sucessivos casos de vandalismo e depredação registrados no local. O espaço afirmou ter sofrido danos como pias quebradas, furtos de lâmpadas e pichações em estruturas do prédio, incluindo desenhos ligados ao cineasta Glauber Rocha. Imagens dos prejuízos também foram publicadas nas redes sociais do cinema.
 

Reprodução/Redes Sociais

Na nota, o espaço declarou ainda que foi reformado com capital privado e que não recebe patrocínio contínuo do Estado ou da Prefeitura, com exceção dos recursos emergenciais da Lei Paulo Gustavo, criada durante a pandemia da Covid-19.

A administração afirmou que, após o controle de acesso, os episódios de vandalismo diminuíram. “As depredações cessaram e o ambiente voltou a ser tranquilo e acolhedor”, destacou o texto.

A polêmica dividiu opiniões nas redes sociais. Enquanto parte do público defende a medida como forma de preservar o patrimônio cultural, outros criticam a limitação e apontam um possível afastamento da população de espaços culturais tradicionais do Centro Histórico de Salvador.

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