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Professores da rede privada da Bahia paralisam atividades e discutem estado de greve

Data:
Atualizado em: 10 de Junho de 2026
Da redação

Suspensão das aulas foi aprovada por 91% dos participantes em votação realizada no último dia 1º de junho

Professores da rede privada da Bahia paralisam atividades e discutem estado de greve
Freepik

Professores da rede privada de ensino da Bahia realizaram uma paralisação total das atividades nesta terça-feira (9), afetando escolas de educação básica em todo o estado. Pela manhã, a categoria se reuniu em assembleia geral na sede do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro), em Salvador, para discutir os próximos passos da mobilização.

A suspensão das aulas foi aprovada por 91% dos participantes em votação realizada no último dia 1º de junho. Segundo o sindicato, a paralisação integra a campanha salarial da categoria, que negocia um novo acordo coletivo desde março sem chegar a um consenso com o sindicato patronal.

Durante a assembleia, os docentes avaliaram o andamento das negociações e discutiram a possibilidade de decretar formalmente estado de greve. A categoria cobra reajuste salarial com ganho real de 5%, calculado com base no Índice do Custo de Vida (ICV) do Dieese.

A proposta dos trabalhadores prevê a fixação da hora-aula de 50 minutos em R$ 16 e da hora-aula de 60 minutos em R$ 19,20, com vigência retroativa a 1º de maio de 2026. O plano também inclui reajustes progressivos de 25% nos valores para 2027 e 2028.

Entre as demais reivindicações estão a oferta obrigatória de planos de saúde e odontológico para professores e dependentes, além da reserva de 8% das vagas das escolas para bolsas de estudo destinadas aos filhos dos funcionários.

De acordo com o Sinpro, as contrapropostas apresentadas pelos representantes das instituições de ensino foram rejeitadas por preverem redução de direitos já garantidos à categoria, incluindo o recesso escolar e o benefício das bolsas de estudo.

Em nota enviada à imprensa, o Sinepe-BA afirmou que as negociações seguem em andamento e que o canal de diálogo com a categoria permanece aberto. Segundo a entidade patronal, desde o início das tratativas, em 29 de abril, foram realizadas cinco rodadas de negociação técnica, com uma nova reunião já confirmada para a próxima segunda-feira (15).

O sindicato informou ainda que apresentou avanços na última rodada de negociações, incluindo propostas relacionadas ao benefício da bolsa de estudo, à manutenção do período mínimo de 15 dias de recesso escolar e à preservação de cláusulas sociais e operacionais já previstas na convenção anterior, como regras sobre carga horária, duração da hora-aula, recuperação de conteúdos e incentivo à qualificação profissional.

De acordo com o Sinepe-BA, o objetivo é construir um acordo que concilie a valorização dos profissionais da educação com a sustentabilidade financeira das instituições de ensino. Para discutir o andamento das negociações e definir estratégias para a próxima reunião com os professores, a entidade realiza nesta quarta-feira (10) uma Assembleia Geral Extraordinária com representantes das escolas associadas.

O sindicato patronal também destacou que as instituições de ensino mantêm como prioridade a qualidade pedagógica e o atendimento aos estudantes e suas famílias, demonstrando confiança na continuidade do diálogo para a construção de um consenso entre as partes.

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