Duvido muito que havia, como disseram os ilustres da Globonews, muita gente interessada em ouvir propostas dos candidatos à Presidência no debate de ontem. na antevéspera da votação, acho bem improvável que o eleitorado a) não conheça o que dizem os candidatos; b) não esteja com o espectro ideológico afinado (ainda que possa estar indeciso quanto aos candidatos) e c) espere, mesmo, extrair bons frutos democráticos de um debate na tv. assumo isso, inclusive pelos debates regionais e até presidenciais deste ano e as subsequentes coberturas jornalísticas e de memes nas redes [vide Garotinho, exemplo maior desse registro]
A protagonista seria a treta, mesmo. o espetáculo do embate.
Como o brasil subverte qualquer expectativa e aposta, o protagonista do debate [ou do cancelamento dele] foi o judiciário, com seus ministros mandando às favas qualquer vestígio de imparcialidade e enfiando o bedelho em um evento com regras estabelecidas e assinadas por todos os participantes.
Em 2022, lembremos, "estabilidade institucional" e "respeito ao processo eleitoral" eram as palavras de ordem. os guardiões da lisura litúrgica que estavam à postos para enfrentar as hostes bolsonaristas parecem ter cansado os braços e baixado as armas em 2026.
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