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Leo Kret se pronuncia após ser alvo do MP: 'Vocês conhecem minha índole'

Data:
Antonio Dilson Neto

Em vídeo gravado em casa, ex-parlamentar contesta boatos e se diz tranquila sobre investigação sobre desvio de R$ 1,1 milhão

Leo Kret se pronuncia após ser alvo do MP: 'Vocês conhecem minha índole'
Reprodução/Redes Sociais

Poucas horas após se tornar um dos nomes centrais da "Operação Sponsor", deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) na manhã desta terça-feira (26), a ex-vereadora e atual diretora-geral da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), Leo Kret, utilizou suas redes sociais para se pronunciar oficialmente. Em um vídeo gravado em sua residência, a gestora pública rebateu os boatos que circulavam nos bastidores políticos de Salvador e negou veementemente ter sido detida pelas autoridades.

“Estou em casa com meu pai e minha mãe. Estão dizendo que fui presa, mas isso não aconteceu. Meu nome foi apenas mencionado em uma investigação sobre um contrato que eu sequer assino”, desabafou a ex-parlamentar, criticando a velocidade com que falsas informações sobre sua custódia se espalharam na internet.

Durante o pronunciamento gravado para os seus seguidores, Leo Kret buscou tranquilizar sua base de apoio e reforçou que sua trajetória pública em Salvador é pautada pela transparência. Ela garantiu que não possui qualquer tipo de ingerência ou assinatura nos convênios e contratos que estão sob o crivo dos promotores de Justiça.

“A Bahia conhece minha índole e meu trabalho. Mais tarde, meus advogados vão explicar tudo com detalhes”, acrescentou a diretora da Semur, transferindo para o seu corpo jurídico a responsabilidade de apresentar as justificativas técnicas e os esclarecimentos necessários ao longo do processo.

A Operação Sponsor, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), investiga um suposto esquema de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos na capital baiana que ultrapassa a cifra de R$ 1,1 milhão.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o montante era desviado por meio de uma associação de fachada e deveria ter sido aplicado no financiamento de projetos sociais e culturais em 57 bairros de Salvador, além de garantir o custeio de 18 blocos de matriz africana e independentes durante o Carnaval de 2025. O MP-BA sustenta que parte desse dinheiro acabou beneficiando diretamente os membros da própria entidade fantasma.

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