A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou nesta quarta-feira (22) a apreensão de duas embarcações no Estreito de Ormuz, posteriormente levadas para águas iranianas. Segundo comunicado divulgado pela emissora estatal IRIB, os navios operavam sem autorização, violavam normas marítimas e manipulavam sistemas de navegação, colocando em risco a segurança na região.
A mídia iraniana também relatou que uma terceira embarcação, de propriedade grega, foi atingida por disparos e está inoperante na costa do Irã. Não há confirmação independente das apreensões, mas a UKMTO informou anteriormente que dois navios porta-contêineres foram alvejados.
Antes do início do conflito, em 28 de fevereiro, o Estreito de Ormuz concentrava cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás natural liquefeito, o que reforça a importância estratégica da região.
Na frente diplomática, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça-feira (21) a extensão por tempo indeterminado do cessar-fogo com o Irã para viabilizar novas negociações. A decisão teria sido tomada após pedido de mediadores paquistaneses.
Autoridades iranianas de alto escalão ainda não se manifestaram oficialmente, mas reações iniciais indicam ceticismo. A agência Tasnim afirmou que Teerã não solicitou a trégua e reiterou ameaças de romper o bloqueio imposto pelos EUA. Um assessor do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, avaliou o anúncio americano como possível estratégia para ganhar tempo nas negociações.