A BYD foi retirada da chamada “lista suja” do trabalho escravo após decisão da Justiça que suspendeu sua inclusão no cadastro federal. A medida, tomada poucos dias depois da entrada da empresa na lista, tem caráter provisório e mantém o caso em disputa judicial.
A inclusão havia sido anunciada pelo governo federal com base em um episódio ocorrido em 2024, durante a construção da fábrica da montadora em Camaçari. Na ocasião, mais de 160 trabalhadores chineses foram encontrados em condições consideradas análogas à escravidão.
Entre as irregularidades apontadas por auditores estão retenção de passaportes, jornadas exaustivas e condições precárias de moradia. As violações foram atribuídas a empresas terceirizadas contratadas para a obra, mas a BYD acabou responsabilizada por integrar a cadeia produtiva.
A “lista suja” reúne empregadores flagrados explorando trabalho escravo contemporâneo e pode gerar restrições de crédito e impactos reputacionais.
Antes da inclusão, a empresa e as empreiteiras envolvidas firmaram um acordo de cerca de R$ 40 milhões em indenizações. Com a decisão judicial, a BYD deixa a lista por enquanto, mas o processo segue aberto e ainda pode ter novos desdobramentos.