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Alta do diesel eleva risco de greve dos caminhoneiros no país

Data:
Atualizado em: 18 de Março de 2026
Da redação

Foram realizadas operações em 42 postos de combustíveis em dez estados para combater preços abusivos

Alta do diesel eleva risco de greve dos caminhoneiros no país
Divulgação

A pressão sobre o setor de combustíveis no Brasil se intensificou com a ampliação de fiscalizações e investigações federais. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, em parceria com Procons estaduais, realizou operação em 42 postos de combustíveis em dez estados para combater preços abusivos, especialmente no diesel, e garantir que reduções nas refinarias cheguem ao consumidor.

Dados recentes da ANP apontam alta de 11,8% no preço médio do diesel em uma semana, enquanto a gasolina subiu 2,5%. Paralelamente, a Polícia Federal instaurou inquérito para investigar suspeitas de cartel e aumentos injustificados, com foco em possível alinhamento de preços entre redes de postos.

Segundo a Secretaria Nacional do Consumidor, a fiscalização ocorreu em 22 cidades e identificou irregularidades, incluindo aumento indevido de até R$ 2 por litro de diesel e indícios de paralelismo de preços em diferentes regiões.

A escalada dos preços provocou reação de caminhoneiros, que já alertaram o governo sobre a possibilidade de paralisação nacional. A mobilização tem apoio de entidades como a Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil, diante da avaliação de que o custo do diesel tornou a atividade economicamente inviável.

O cenário também afetou o mercado financeiro, com temores de impacto inflacionário em caso de greve às vésperas da decisão do Comitê de Política Monetária sobre a taxa de juros. Investidores acompanham com cautela os desdobramentos.

O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, evitou comentar possíveis medidas diante da ameaça de paralisação. Já o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que não há justificativa para greve, destacando ações como a zeragem de tributos federais e a concessão de subsídios para conter os preços.

Na semana passada, o governo federal anunciou um pacote que inclui isenção de PIS/Cofins sobre o diesel, criação de subvenção e reforço na fiscalização. As novas regras preveem punições em casos de armazenamento injustificado e aumentos sem base técnica.

Apesar disso, caminhoneiros afirmam que os benefícios não chegaram integralmente às bombas e criticam falhas na fiscalização. A recente alta anunciada pela Petrobras também teria reduzido o impacto das medidas, mantendo o clima de insatisfação no setor.

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