O presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quarta-feira (26) que não sabe se os ataques de 8 de Janeiro configuraram uma tentativa de golpe de Estado. Durante sabatina promovida por O Globo, Valor e CBN, o governador de Goiás disse que classificar os atos dessa forma é uma “questão de interpretação”.
“Eu não sei. Eu não estava lá dentro. Eu não estava convivendo lá dentro”, afirmou Caiado ao ser questionado sobre a tentativa de golpe.
O candidato também relativizou as ações golpistas atribuídas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar após o Supremo Tribunal Federal (STF) concluir que ele liderou a trama golpista. Caiado voltou a defender uma anistia aos envolvidos. “Eu vou anistiar todo mundo e ninguém vai falar nesse assunto mais”, declarou.
Caiado ainda questionou a atuação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante os ataques às sedes dos Três Poderes e citou ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para questionar o que seria considerado um atentado golpista. Segundo ele, um golpe só ocorreria com participação das Forças Armadas.
Durante a sabatina, o presidenciável também criticou Flávio Bolsonaro (PL) por não apresentar esclarecimentos sobre os gastos relacionados ao filme “Dark Horse”, que retrata Jair Bolsonaro. Para Caiado, a falta de explicações “desrespeita a inteligência do povo brasileiro”.
Sobre a economia, o candidato afirmou que uma eventual reforma da Previdência não seria prioridade no início de seu governo. Ele também prometeu limitar as despesas públicas a 50% do Produto Interno Bruto (PIB), mas não detalhou quais medidas adotaria para alcançar a meta.