Onze diretores da Polícia Federal colocaram os cargos à disposição do diretor-geral substituto, William Marcel Murad, nesta terça-feira (8). Em nota, o grupo manifestou “total apoio” ao diretor-geral afastado, Andrei Rodrigues, e ao diretor de Inteligência, Leandro Almada.
Os dirigentes defenderam a atuação técnica de Rodrigues e repudiaram acusações de que a PF tenha agido de forma não republicana. Segundo a nota, as alegações são “desprovidas de fundamento” e não apagam a trajetória profissional dos delegados.
A corporação tem 15 diretorias. Além de Rodrigues e Almada, que foram afastados, também não assinaram o documento a corregedora-geral, Aletea Vega Marona Kunde, e Murad, que assumiu interinamente a direção da PF.
A manifestação ocorre após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o afastamento preventivo de Rodrigues e Almada. Segundo a decisão, houve suspeita de monitoramento ilegal relacionado à atuação de autoridades.
Mendonça também determinou a abertura de investigações criminais e administrativo-disciplinares pela Corregedoria da PF. A Segunda Turma do STF manteve o afastamento por maioria de votos.
O ministro Gilmar Mendes pediu vista do processo, mas a medida não suspendeu os efeitos da decisão de Mendonça. A Advocacia-Geral da União (AGU) prepara uma reação e deve argumentar que o afastamento interfere na competência privativa do presidente da República para nomear e exonerar o diretor-geral da PF.