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EUA retiram Alexandre de Moraes e esposa da lista da Lei Magnitsky

Data:
Antonio Dilson Neto

Sanções bloqueavam bens e impediam negócios com cidadãos americanos

EUA retiram Alexandre de Moraes e esposa da lista da Lei Magnitsky
Antonio Augusto/STF

O governo dos Estados Unidos retirou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e sua esposa, Viviane, da lista de sancionados da Lei Magnitsky. O comunicado não detalha os motivos da exclusão. A medida reverte o bloqueio de eventuais bens do casal nos EUA e restabelece a possibilidade de cidadãos norte-americanos realizarem negócios com eles.

Moraes havia sido incluído em julho, após o governo americano citar o processo que tramitava no STF contra o ex presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. Na época, o ministro classificou as sanções como ilegais e lamentáveis.

A decisão dos EUA ocorre após sinais já percebidos pelo governo brasileiro desde a última conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente americano Donald Trump. O tema vinha sendo discutido em reuniões diplomáticas entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado Marco Rubio, além de encontros no nível presidencial.

A retirada das sanções provocou reação no campo político. O deputado Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, afirmou ter recebido a notícia com pesar e declarou que o país teria perdido uma janela de oportunidade para enfrentar problemas estruturais. O parlamentar publicou a posição em uma nota no X.

"NOTA PÚBLICA

Recebemos com pesar a notícia da mais recente decisão anunciada pelo governo americano. Somos gratos pelo apoio que o presidente Trump demonstrou ao longo dessa trajetória e pela atenção que dedicou à grave crise de liberdades que assola o Brasil.

Lamentamos que a sociedade brasileira, diante da janela de oportunidade que teve em mãos, não tenha conseguido construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais. A falta de coesão interna e o insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior contribuíram para o agravamento da situação atual.

Esperamos sinceramente que a decisão do Presidente @realDonaldTrump seja bem-sucedida em defender os interesses estratégicos dos americanos, como é seu dever. Quanto a nós, continuaremos trabalhando, de maneira firme e resoluta, para encontrar um caminho que permita a libertação do nosso país, no tempo que for necessário e apesar das circunstâncias adversas.

Que Deus abençoe a América, e que tenha misericórdia do povo brasileiro.

Eduardo Bolsonaro

Paulo Figueiredo"

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