As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de prolongamento do conflito no Irã ampliaram a aversão ao risco nos mercados globais nesta quinta-feira (2), gerando forte volatilidade nos principais ativos.
Pela manhã, o cenário foi marcado pela alta do petróleo, do dólar e dos juros, enquanto as bolsas operavam em queda. Ao longo da tarde, houve uma leve recuperação e os índices acionários tentando se estabilizar.
Na véspera, Trump afirmou que prevê mais duas ou três semanas de confrontos no Irã, frustrando expectativas de redução das tensões no Oriente Médio. O tom agressivo reforçou o pessimismo entre investidores e estimulou a saída de recursos de ativos considerados mais arriscados.
No mercado de commodities, o petróleo avançou com força. Por volta das 12h30, o Brent subia 5,86%, cotado a US$ 107 o barril, enquanto o WTI avançava 9,67%, a US$ 109. O movimento também impulsionou o dólar globalmente, com o índice DXY em alta, e elevou os rendimentos dos títulos do Tesouro americano.
As bolsas internacionais refletiram o cenário de incerteza. Em Wall Street, os principais índices operaram com oscilações e leve queda, enquanto as bolsas europeias e asiáticas também registraram desempenho negativo ao longo do dia.
No Brasil, o mercado acompanhou o ambiente externo, mas com alguma recuperação. O Ibovespa avançava cerca de 0,3%, sustentado principalmente por ações do setor de petróleo. Já o dólar oscilava em torno de R$ 5,15, sem tendência definida, enquanto os juros futuros apresentavam abertura em diferentes prazos.
A instabilidade recente também aumenta as incertezas sobre a próxima decisão de política monetária. No mercado, as apostas se dividem entre cortes na taxa básica de juros e a manutenção da Selic em 14,75% ao ano.