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Irã diz que não negociará com EUA: 'Fantasias delirantes'

Data:
Antonio Dilson Neto

Governo iraniano afirma que país apenas reage a agressões

Irã diz que não negociará com EUA: 'Fantasias delirantes'
Reprodução/Atta Kenare/AFP

O chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou nesta segunda-feira (2) que o país não negociará com os Estados Unidos, contrariando declarações recentes do presidente americano, Donald Trump.

No domingo (1º), Trump havia dito que a nova liderança iraniana demonstrava interesse em retomar conversas diplomáticas. A fala de Larijani, porém, nega qualquer iniciativa nesse sentido.

No fim de semana, o chanceler iraniano Abbas Araqchi chegou a afirmar ao ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, que Teerã estaria aberta a “esforços sérios” para reduzir as tensões após ataques atribuídos a Israel e aos EUA.

Apesar disso, Larijani descartou qualquer mediação omanense em publicação na rede social X.

“Não negociaremos com os Estados Unidos”, escreveu.

Em outra mensagem, o dirigente acusou Trump de provocar instabilidade regional e colocar soldados americanos em risco.

Segundo ele, o presidente dos EUA teria transformado o slogan “América Primeiro” em “Israel Primeiro”, sacrificando vidas americanas por interesses israelenses. Larijani também afirmou que o Irã apenas responde a agressões e não iniciou o conflito.

EUA prometem continuar ofensiva

Também no domingo, Trump declarou que a campanha militar contra o Irã continuará até que todos os objetivos estratégicos sejam alcançados.

O presidente afirmou ainda que os EUA irão vingar a morte de três militares mortos em ataques de retaliação iraniana e fez um apelo direto às forças de segurança do país adversário.

“Entreguem as suas armas e recebam total imunidade, ou encarem a morte certa”, disse.

Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, Trump estimou que o conflito pode durar cerca de quatro semanas, embora tenha mantido a possibilidade de novas conversas diplomáticas sem detalhar prazos.

As tensões aumentaram após a operação militar iniciada no sábado (28), justificada por Washington e Tel Aviv como uma tentativa de conter o programa nuclear iraniano. A ofensiva resultou na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

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