O chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou nesta segunda-feira (2) que o país não negociará com os Estados Unidos, contrariando declarações recentes do presidente americano, Donald Trump.
No domingo (1º), Trump havia dito que a nova liderança iraniana demonstrava interesse em retomar conversas diplomáticas. A fala de Larijani, porém, nega qualquer iniciativa nesse sentido.
No fim de semana, o chanceler iraniano Abbas Araqchi chegou a afirmar ao ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, que Teerã estaria aberta a “esforços sérios” para reduzir as tensões após ataques atribuídos a Israel e aos EUA.
Apesar disso, Larijani descartou qualquer mediação omanense em publicação na rede social X.
“Não negociaremos com os Estados Unidos”, escreveu.
Em outra mensagem, o dirigente acusou Trump de provocar instabilidade regional e colocar soldados americanos em risco.
Segundo ele, o presidente dos EUA teria transformado o slogan “América Primeiro” em “Israel Primeiro”, sacrificando vidas americanas por interesses israelenses. Larijani também afirmou que o Irã apenas responde a agressões e não iniciou o conflito.
EUA prometem continuar ofensiva
Também no domingo, Trump declarou que a campanha militar contra o Irã continuará até que todos os objetivos estratégicos sejam alcançados.
O presidente afirmou ainda que os EUA irão vingar a morte de três militares mortos em ataques de retaliação iraniana e fez um apelo direto às forças de segurança do país adversário.
“Entreguem as suas armas e recebam total imunidade, ou encarem a morte certa”, disse.
Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, Trump estimou que o conflito pode durar cerca de quatro semanas, embora tenha mantido a possibilidade de novas conversas diplomáticas sem detalhar prazos.
As tensões aumentaram após a operação militar iniciada no sábado (28), justificada por Washington e Tel Aviv como uma tentativa de conter o programa nuclear iraniano. A ofensiva resultou na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.