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Lula fala sobre caso de Ramagem e fala em reciprocidade contra EUA

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Da redação

A declaração foi feita em Hannover, na Alemanha, durante conversa com a imprensa

Lula fala sobre caso de Ramagem e fala em reciprocidade contra EUA
Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que ainda não tem informações detalhadas sobre o caso do delegado brasileiro envolvido na prisão de Alexandre Ramagem nos Estados Unidos. Ele declarou que, se houver abuso por parte das autoridades americanas, o Brasil poderá adotar medidas de reciprocidade.

A declaração foi feita em Hannover, na Alemanha, durante conversa com a imprensa. Lula também criticou o que classificou como “ingerência” e “abuso de autoridade” por parte de autoridades dos EUA em relação ao Brasil.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que a notícia ainda carece de fundamento e que o governo aguarda esclarecimentos das autoridades americanas. Segundo ele, o delegado atua em cooperação com órgãos dos EUA em Miami, com conhecimento prévio das autoridades.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informou que o agente está nos Estados Unidos há mais de dois anos desempenhando essa função.

Na segunda-feira (20), o governo americano determinou que o delegado brasileiro deixe o país. A decisão foi divulgada pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental, que acusou, sem citar nomes, uma autoridade brasileira de tentar contornar pedidos formais de extradição para promover “perseguições políticas”.

A Embaixada dos EUA no Brasil confirmou que o agente citado é o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava em cooperação com o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE).

Carvalho foi designado para a missão em Miami em março de 2023, com duração inicial de dois anos, posteriormente prorrogada até agosto deste ano. Entre suas atribuições estava a identificação e prisão de foragidos da Justiça brasileira em território americano.

O Itamaraty informou que não vai comentar o caso, e a Polícia Federal declarou não ter sido oficialmente comunicada sobre a decisão do governo dos Estados Unidos.

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