O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, se reúne nesta terça-feira (13) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para apresentar informações da investigação sobre o Banco Master que mencionam ministros da Corte. O material foi extraído dos celulares do ex-dono da instituição, Daniel Vorcaro, e de seu cunhado, Fabiano Zettel.
Segundo informações divulgadas, pelo menos seis dos dez ministros do STF, além de familiares de magistrados, são citados nos arquivos em diferentes contextos. O material também contém referências a integrantes do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A PF pretende organizar as informações para esclarecer as menções a integrantes do Judiciário. A elaboração de relatórios individuais para cada ministro dependerá de uma decisão do Supremo.
Em fevereiro, Fachin já havia recebido um levantamento de aproximadamente 200 páginas com dados extraídos do celular de Vorcaro que citavam o ministro Dias Toffoli. O documento reunia registros de encontros, mensagens sobre pagamentos e conversas relacionadas a uma empresa da família do magistrado e ao resort Tayayá, no Paraná.
Após a entrega daquele material, Toffoli deixou a relatoria dos processos relacionados ao Banco Master, que passaram para o ministro André Mendonça.
A nova reunião ocorre em meio a uma crise interna no STF envolvendo a condução das investigações. Em setembro, Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que registrava contatos entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, ampliando as divergências entre integrantes da Corte.
Diante do impasse, Fachin abriu um procedimento para reunir esclarecimentos dos ministros envolvidos, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal. A apuração busca esclarecer os fatos e definir os encaminhamentos institucionais cabíveis.