O governo federal avalia que ainda existe espaço para negociar a tarifa adicional de 25% proposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida foi recomendada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) após a conclusão preliminar de uma investigação comercial contra o Brasil, mas ainda precisa passar por etapas como consulta pública e análise final antes de entrar em vigor.
Segundo integrantes do Palácio do Planalto, a estratégia é intensificar as conversas com o governo norte-americano para tentar reduzir ou adiar a aplicação da tarifa, prevista para ser analisada definitivamente em julho. A avaliação do governo é de que Washington mantém canais de diálogo abertos e que a recomendação da sobretaxa também funciona como instrumento de pressão nas negociações entre os dois países.
Por outro lado, o governo brasileiro vê poucas chances de reverter a taxa adicional de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos no âmbito de uma investigação sobre trabalho forçado. A cobrança não é direcionada apenas ao Brasil e atinge dezenas de países, o que torna mais difícil qualquer mudança específica para os produtos brasileiros.
Nos bastidores, autoridades brasileiras defendem a manutenção do diálogo diplomático para evitar prejuízos às exportações nacionais. Entidades do setor produtivo também demonstraram preocupação com os possíveis impactos econômicos das tarifas e reforçaram a necessidade de uma solução negociada entre Brasília e Washington.