O senador Rogério Marinho (PL), líder da Oposição no Senado e coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, criticou neste sábado (18) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ampliou as restrições impostas a Jair Bolsonaro.
Em nota, Marinho classificou as medidas como “extravagantes” e “inusitadas” e afirmou que elas representam uma forma de “silenciamento político”. Segundo o senador, as novas regras ultrapassam os limites previstos pela Constituição.
A decisão de Moraes suspendeu por 30 dias as visitas sociais ao ex-presidente, mantendo apenas encontros com advogados, médicos e fisioterapeutas. O ministro também proibiu visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026 e vetou a divulgação de manifestos políticos de Bolsonaro, inclusive por terceiros.
As restrições foram determinadas após Moraes apontar descumprimento de medidas cautelares com a divulgação de uma carta escrita por Bolsonaro e publicada por Flávio nas redes sociais. No documento, o ex-presidente declarou apoio à pré-candidatura do filho ao Palácio do Planalto.
A defesa de Bolsonaro afirmou que ele não sabia que a carta seria divulgada publicamente, mas o argumento foi rejeitado pelo ministro e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Moraes alertou que novos descumprimentos podem levar à revogação da prisão domiciliar e ao retorno do ex-presidente ao regime fechado.