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Vaticano recusa participar de Conselho de Paz proposto por Trump e defende protagonismo da ONU

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Da redação

Posição do papa Leão XVI foi confirmada pelo secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, antes da primeira reunião do conselho

Vaticano recusa participar de Conselho de Paz proposto por Trump e defende protagonismo da ONU
AFP

O Vaticano anunciou nesta terça-feira (17) que não participará do Conselho de Paz idealizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e manifestou perplexidade com pontos do colegiado, especialmente a tentativa de substituir a Organização das Nações Unidas na condução de crises internacionais.

A posição do papa Leão XVI foi confirmada pelo secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, antes da primeira reunião do conselho, marcada para quinta-feira (19), em Washington. Segundo Parolin, há “questões críticas” a serem esclarecidas, e a gestão de conflitos deve permanecer sob coordenação da ONU.

Inicialmente voltado à reconstrução da Faixa de Gaza, o conselho teria seu escopo ampliado por Trump para tratar de outros conflitos globais. O Vaticano afirmou que não participará devido à “natureza particular” da Santa Sé.

Em contraste, o governo da Itália confirmou presença como observador. O anúncio foi feito pelo vice-premiê e chanceler Antonio Tajani, que considerou apropriado aceitar o convite e afirmou que a ausência italiana seria politicamente incompreensível.

A primeira-ministra Giorgia Meloni já havia apontado possíveis problemas constitucionais na proposta, citando a previsão de presidência vitalícia e poder de veto para Trump. Tajani destacou que a atuação italiana ocorre em diálogo com Israel, a Autoridade Palestina e outros atores regionais, reiterando a defesa da solução de dois Estados e a condenação a qualquer hipótese de anexação da Cisjordânia.

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