Brasil e Índia firmaram neste sábado (21) um acordo voltado à exploração e ao desenvolvimento de minerais críticos e terras raras, insumos considerados essenciais para a indústria de alta tecnologia e para a transição energética. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Narendra Modi ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O entendimento prevê maior cooperação na cadeia produtiva de recursos estratégicos usados em veículos elétricos, painéis solares, dispositivos eletrônicos, turbinas aeronáuticas e sistemas de defesa.
Durante a declaração oficial, Lula destacou que o pacto aprofunda a parceria estratégica entre os dois países, especialmente nas áreas de energia limpa e segurança energética. Segundo ele, a ampliação de investimentos em minerais críticos e fontes renováveis é central para a agenda conjunta.
Modi, por sua vez, afirmou que a iniciativa contribuirá para fortalecer cadeias globais de abastecimento, tornando-as menos vulneráveis a interrupções e dependências externas.
O Brasil possui algumas das maiores reservas mundiais desses materiais, enquanto a Índia busca reduzir sua dependência da China por meio da diversificação de fornecedores, reciclagem e aumento da produção interna.
Lula desembarcou em Nova Délhi na quarta-feira (18) para participar de uma cúpula internacional sobre inteligência artificial. Neste sábado, além da assinatura do acordo, participou de cerimônia oficial, prestou homenagem a Mahatma Gandhi e discutiu com Modi o fortalecimento das relações bilaterais.
Os dois países também trataram da ampliação do comércio, que ultrapassou US$ 15 bilhões em 2025. O objetivo é elevar esse volume para US$ 20 bilhões até 2030, consolidando o Brasil como principal parceiro da Índia na América Latina.
Após a visita, o presidente brasileiro seguirá para a Coreia do Sul, onde terá encontros com o presidente Lee Jae-myung e participará de atividades com empresários.