A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) saiu em defesa do Pix nesta terça-feira (2), após o sistema de pagamentos instantâneos ser incluído em uma investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos. O procedimento pode resultar na aplicação de uma tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros, sob a alegação de que a ferramenta gera uma vantagem competitiva considerada desleal para empresas americanas. A decisão deve ser anunciada até 15 de julho.
Em nota, a entidade afirmou que o Pix não é um produto comercial, mas uma infraestrutura de pagamentos criada pelo Banco Central para ampliar a concorrência e facilitar transações financeiras. A Febraban também avaliou que as conclusões das autoridades norte-americanas demonstram desconhecimento sobre o funcionamento do sistema.
A manifestação ocorre após a divulgação de um relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), resultado de uma investigação aberta em julho de 2025 por determinação do presidente Donald Trump. O órgão analisa possíveis impactos do Pix sobre a competitividade de empresas dos EUA.
Segundo a federação, o sistema opera em modelo aberto e permite a participação de bancos, fintechs e outras instituições financeiras, nacionais ou estrangeiras, desde que autorizadas a atuar no Brasil e submetidas às regras do Banco Central.
A Febraban destacou ainda que o Pix foi desenvolvido em parceria com o setor financeiro e está disponível para brasileiros e estrangeiros residentes no país. A entidade lembrou que o serviço é gratuito para pessoas físicas e que eventuais tarifas cobradas de empresas seguem os mesmos critérios para organizações brasileiras e internacionais.
A federação afirmou confiar que os esclarecimentos prestados pelo Banco Central e pelo setor bancário contribuirão para esclarecer o tema junto às autoridades americanas.