A Bahia registrou 1.732 casos e 62 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas primeiras 12 semanas de 2026, segundo boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). O número de notificações é semelhante ao de 2025, mas a taxa de letalidade caiu de 6,1% para 3,6%, indicando redução na mortalidade.
O cenário reflete mudanças na circulação viral. Os casos de Covid-19 recuaram de 271 para 74, enquanto a Influenza aumentou de 89 para 254 registros. Mesmo menos frequente, a Covid-19 segue com maior letalidade (10,8%). Já o rinovírus lidera a circulação, presente em 39,31% das amostras positivas.
Casos sem identificação laboratorial preocupam. Classificados como “não especificados”, somam 574 registros e concentram 42 das 62 mortes no estado até março, apesar de representarem cerca de um terço das ocorrências.
As internações atingem principalmente crianças menores de cinco anos, com 855 casos, quase metade do total. Já os idosos, especialmente acima de 80 anos, apresentam maior risco de morte, com taxa de letalidade de 18,3% e 41,9% dos óbitos.
A pressão sobre o sistema de saúde se concentra nos grandes centros. A Macrorregião Leste lidera com 822 notificações, e Salvador aparece como principal foco, com destaque para casos de Influenza e Covid-19. Municípios como Lauro de Freitas, Eunápolis e Feira de Santana também registram alta circulação viral.
A Sesab reforça a importância da vigilância clínica. A SRAG é caracterizada por sintomas graves, como falta de ar, desconforto respiratório e baixa oxigenação. A orientação é manter a atualização dos dados no sistema SIVEP-Gripe para garantir respostas rápidas nas políticas de saúde.